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A Alegria de Viver Cada Dia

A Alegria de Viver Cada Dia, é encontrar uma forma de lidar com as adversidades. Escrevo pela alegria em escrever sobre a realidade do quotidiano, na esperança de encontrar uma solução que nos permita esboçar um sorriso.

A Alegria de Viver Cada Dia, é encontrar uma forma de lidar com as adversidades. Escrevo pela alegria em escrever sobre a realidade do quotidiano, na esperança de encontrar uma solução que nos permita esboçar um sorriso.

A Alegria de Viver Cada Dia

03
Jun22

A ambiguidade de ter carro próprio

Sol

O sonho de qualquer jovem… Pode dizer-se que é um dos sentimentos mais ambíguos do ser humano, ora então: até aos 18 anos saltamos entre boleias e transportes públicos, enquanto tentamos entender que escola de condução apresenta o preço mais decente que sirva como incentivo à poupança; inscrição feita, passeamos um livro de código enquanto questionamos o porquê dos carros terem 3 pedais se apenas temos 2 pés e aparentamos ser uma manteiga ao sol ao entrar numa rotunda – verdade seja dita que suamos mais na aula de condução que numa aula de crossfit –; finalmente, uns mais rapidamente que outros, mostramos orgulhosamente a nossa licença, que eventualmente se torna uma carta igual às dos nossos pais. Uns tempos depois, temos o nosso carro, apelidado pelos mais velhos de “primeiro carro” e que nós, jovens iludidos, consideramos que poderá muito bem ser o último, isto porque até então ninguém nos tinha avisado do que os próximos tempos adivinhavam.

No meu caso, o meu primeiro (e atual) carro, foi comprado 5 anos depois de ter a carta. Já tinha passeado em alto estilo no carro do meu irmão e do meu pai, com musica alta e a achar-me a superestrela dos carros. Achava um piadão operações stop, provavelmente porque tinha a certeza que estava tudo em ordem e eu aparentava ser uma grande condutora. Agora sim, estava satisfeita, podia sustentar o meu carrinho porque já estava a trabalhar, mudei os pneus, fiz uma revisão, paguei o seguro de um ano…. Que sensação fantástica! Dica: aproveitem esta sensação porque ela acaba depressa. Quando dás por ti, andas metade do ano a ignorar os barulhos e luzes do painel e a outra metade a saltar entre boleias e transportes públicos (sim, tal e qual como fazias quando ainda nem sequer tinhas carta de condução) porque tens o carro no mecânico. Isto sem falar no IUC e no seguro, que cada ano nos relembra de que ter um carro é um luxo que a nossa carteira dificilmente aguenta, e no preço dos combustíveis.

Nos últimos 6 meses já fiz 3 visitas à oficina da zona, a piada depois de pagar é sempre a mesma “espero não vos ver em breve” - parece que a saudade é um sentimento que não me toca no que concerne à minha ligação com os mecânicos –, aparentemente são os meus novos melhores amigos. O meu ficou internado numa 5ª feira, coloquei os meus fones nos ouvidos e caminhei alegremente até à estação de comboios (porque de vez em quando nos esquecemos do que realmente é andar de transportes públicos), o meu sorriso desvaneceu quando tentei pagar um bilhete em multibanco e me disseram que só aceitavam dinheiro - Como assim, ainda se pagam coisas em dinheiro?!. A decisão ficou tomada, a partir deste momento, e até ter o meu carro de volta, iria deslocar-me de autocarro, adorei estremecer cada vez que o motorista trava em cima de um carro, e vibrava ao ouvir alguém mascar pastilha de boca aberta…. Vão-me dizer que não adoram andar de transportes públicos??

Toca o telefone, o carro está pronto, mas para o levantar tenho de o pagar… Que giro! Uma última boleia até à oficina e um rim que deixamos em cima do balcão, quando será a próxima visita?

Importante lembrar que, no fundo, e por muito que custe admitir, a nossa sofrência com os carros é de livre-arbítrio porque existem outras soluções, não tão práticas e agradáveis, mas existem. Para manter a boa disposição, lembrem-se que se tiver com alguém no carro que masque a pastilha elástica de boca aberta, podemos expulsá-lo/a, isto se tiver na faixa etária entre os 12 e os 65 anos, porque fora isso convém aguentar à bomboca.

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